Caminhos para escolher

Familiar-cuidador

Tivemos conhecimento da Doença de Alzheimer, recebemos as explicações e saímos desolados da clínica e sem saber como iríamos lidar com as transformações que ocorreriam com a nossa mãe. Era como ter um pesadelo, acordados.

Começou uma corrida desesperada a médicos, hospitais, casas de repouso, medicações e nada dava certo. Vieram então as crises de agressividade, seguidas de depressão profunda e um desejo muito forte de morrer; nos sentimos incapazes de lidar com a doença. Houve mudança radical em nossas vidas.

De repente, uma enorme luz: a ABRAz. Já sem saber mais o que fazer, pedimos ajuda e formos recebidos com carinho e compreensão. Enfim, não estávamos sozinhos neste caminho doloroso. Recebemos revistas, encartes, livros e todo o tipo de orientação. Desde então, as soluções foram surgindo. Não é fácil, mas hoje conseguimos acompanhar com mais serenidade as fases da doença e tentamos fazer com que nossa mãe não se diminua moralmente.

Procuramos agir com naturalidade. Ela acorda e diz que está chegando de viagem. Às vezes, procura a chave de sua casa para ir embora ou põe a cuidadora para fora de casa, que é uma pessoa que ela não conhece. Temos momentos tranquilos e outros agitados, mas aprendemos a contornar as situações difíceis com muita paciência. Sabemos que é apenas o começo de uma longa caminhada. Agora temos companhia e vários caminhos para escolher.