QUEDAS, UM RISCO MAIOR NA DOENÇA DE ALZHEIMER

As quedas representam a segunda causa de morte por lesão não intencional no mundo. Em relação às quedas que, a princípio não levam a óbito, sabe-se que há uma falha enorme em relação ao registro dessa incidência, porque em geral, se a queda não determina uma lesão, ela não é comunicada nem registrada em prontuário. Portanto, fiquemos atentos, qualquer alteração de equilíbrio, queda, ou inabilidade momentânea para realizar atividades motoras simples, como sentar e levantar, iniciar a caminhada, etc deve ser comunicado.

Estudos mostram que algumas condições são preditivas de um maior risco de quedas na população idosa: mais velhos, sexo feminino, com déficit cognitivo e institucionalizados.

Idosos com doença de Alzheimer, têm além das consequências próprias do envelhecimento, as complicações da doença em si. Algumas comprometem diretamente o desempenho físico-funcional do sujeito, são as apraxias.

APRAXIA é a inabilidade cognitiva de planejar e realizar conjuntos de movimentos coordenados que desempenham uma função. Exemplo: o indivíduo com DA está com sede, mas ele não vai até a cozinha pegar um copo d’água porque não lembra como levantar da cadeira, andar até lá, etc…  isso faz com que fique mais parado, e consequentemente, terá cada vez menos força, menos equilíbrio, gerando um ciclo que se retroalimenta aumentando o risco de queda.

Como minimizar esse risco?

  • No início da doença, estimular a prática de exercício físico. Uma atividade que estimule aquisição de força, flexibilidade, equilíbrio e coordenação. É importante que essa atividade além de atender às necessidades físicas, seja uma atividade prazerosa. Quanto melhor este idoso estiver fisicamente, menos complicações terá nas fases mais avançadas da doença;
  • Numa fase mais avançada, onde já se tem limitações cognitivas, estimular máxima independência e deslocamentos dentro das atividades do dia-a-dia. Se você, ao invés de trazer o lanche até ele, levá-lo à mesa para dar-lhe o lanche; se convidá-lo a ir tomar água, ao invés de trazer até ele, estará mantendo-o mais ativo, menos sedentário, e consequentemente com menos complicações.

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Adriana Miranda
Fisioterapeuta e gerontóloga pela SBGG
Professora convidada da especialização em Gerontologia do IDE e UNICAP. Coordenadora do Projeto Longevidad
Coordenadora da comissão científica de fisioterapia da ABRAz nacional

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