Como auxiliar na alimentação da pessoa com doença de Alzheimer?

Dentre as características da doença de Alzheimer, as alterações na alimentação são muito marcantes na vida do paciente e da família. O principal e mais grave sintoma é a disfagia, alteração no trajeto do alimento da boca até o estômago, podendo gerar desnutrição e/ou pneumonia. Uma das formas de notá-la é a presença de tosse e engasgos durante ou após a refeição. Entretanto, é importante fazer outras considerações:

1-)Velocidade da alimentação: comer muito rápido ou muito devagar pode ocasionar engasgos. Se o idoso se alimenta sem ajuda, não o deixe sozinho. Oriente o ritmo que ele ingere os alimentos. Faça o mesmo se o paciente não consegue comer sozinho. Ofereça o alimento somente depois que o idoso engolir o que está na boca.

2-)Monotonia alimentar: é bastante comum que em função de dificuldades para mastigar e engolir, familiares e cuidadores batam todos os alimentos no liquidificador, fazendo com que o gosto seja sempre o mesmo. Se o idoso puder ingerir somente comidas pastosas, bata os alimentos separadamente para que ele aprecie o sabor de cada um.

3-)Cuidar do momento da refeição: ambientes com muitas pessoas passando, televisores ligados, podem distrair o idoso e causar engasgos.
Fique atento a estas dificuldades, não somente para evitar pneumonias por aspiração de alimento e perda de peso, mas também a utilização de sondas de alimentação.

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Dra Juliana Venites
Fonoaudióloga – CRFa 10.217

Fonoaudióloga, graduada pela Universidade São Camilo;
Especialista em Gerontologia pela Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia;
Especialista em Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia;
Mestre em Ciências pelo Departamento de reabilitação da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina (FMSP);
Doutora em Ciências pelo Departamento de distúrbios da comunicação humana da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina;

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