Dor em pessoas idosas com doença de Alzheimer

A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável resultante de traumas ou lesões físicas. No idoso, a dor tem sido cada vez mais compreendida em um contexto amplo, considerando as questões espirituais, emocionais e sociais. O idoso com doença de Alzheimer está em uma condição diferenciada, pois sua percepção dolorosa pode estar alterada frente às alterações neuropatológicas próprias da doença. A perda de memória também afeta sua capacidade de descrever adequadamente a localização, frequência e intensidade da dor. Conhecer estes parâmetros são fundamentais para o correto tratamento. Nas fases avançadas da doença de Alzheimer, é comum o paciente perder sua habilidade de comunicação tornando-se mais difícil a sinalização de uma dor. Nestes casos, a dor deve ser investigada diante de outras expressões corpóreas como as mudanças de padrões de atividade ou das rotinas diárias do idoso. Importante observar as expressões faciais, os sons emitidos pelo paciente como choros ou gemidos, e a postura protetora de alguma região do corpo. Recusa de alimento, mudança de apetite, agitações, e alterações do movimento respiratório também podem ser indicativos de dor. A depender da intensidade desta dor, os parâmetros vitais como a frequência cardíaca e respiratória também podem estar alterados.

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Igor de Matos Pinheiro

Graduado em Fisioterapia – Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública;
Titulado em Gerontologia – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia;
Mestre e Doutor em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas – Universidade Federal da Bahia;
Preceptor da Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa das Obras Sociais Irmã Dulce;
Coordenador do curso de Pós-graduação em Gerontologia da Faculdade IDE – Salvador;
Secretário Adjunto da Associação Brasileira de Alzheimer – ABRAz.

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