Intervenção psicológica no idoso

Quando um psicólogo é chamado para avaliar um idoso com doença de Alzheimer, dependendo da fase, podemos encontrar alterações psicológicas como depressão ou muitas vezes alterações comportamentais de difícil controle. Encontramos ali, também, um familiar ou cuidador que necessita de orientação. Na primeira visita é fundamental conhecer a história de saúde mental e comportamental do idoso avaliado.

Idosos verbalizam muito que eles se sentem sozinhos e recebem poucas visitas dos filhos e parentes e, quando recebem, é por pouco tempo. “Muitas vezes eles nem perguntam como me sinto”, costumam dizer.

Há evidências e na prática clínica vemos que os idosos são responsivos às intervenções psicológicas. É indispensável que o psicólogo se familiarize com as necessidades diárias e isso inclui:

  1. Entender o seu funcionamento cognitivo (memória, atenção, habilidade) e características individuais.
  2. Manter contato com a família para entender e se adaptar à nova realidade.
  3. Trabalhar em si a sensibilidade e estar atento às condições de saúde que pioram o estado depressivo do idoso.
  4.  Aceitar os limites e procurar não discutir – e, sim, conversar, ouvir suas angústias.
  5. Estabelecer uma boa rotina para um ajustamento às mudanças necessárias e para a redução dos fatores de estresse.

Não se pode esquecer que uma intervenção psicológica no idoso depende da intervenção familiar conjunta, para estabelecer uma relação que traga confiança, otimize a intervenção farmacológica e favoreça reação positiva no tratamento.

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Regina Coely Neves de Araújo
Graduada em Psicologia
Especialista em Neuropsicologia
Psicóloga do idoso da Assembleia Legislativa da Paraíba
Coordenadora da Comissão Científica de Psicologia da ABRAz – Nacional
Vice Presidente da ABRAz – PB

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