Janeiro branco na ABRAz!

O mês de janeiro é tempo de chamarmos a atenção à saúde mental, à saúde emocional. O cuidar do corpo, do físico, adquiriu proporções significativas nas últimas décadas. Está muito claro às pessoas sobre a necessidade de fazermos atividades físicas, não fumarmos e nos alimentarmos corretamente, mesmo muitos não se dedicando como deveriam, ou absolutamente nada. Academias de ginástica e espaços públicos com essa finalidade são lembrados e incentivados. No entanto, nos falta a cultura da importância do bem-estar mental. Seria por ser menos relevante? Por proporcionar danos menores à pessoa, familiares, à sociedade e aos governos? Evidente que não, mas nos falta mais ação, mais atitude, falar mais do assunto. E, como sempre, conscientização e combate ao estigma. A doença física você toca, sente, é absolutamente visível, como uma fraqueza motora em função de um acidente vascular cerebral ou paralisia por um acidente automobilístico. E os nossos sentimentos, emoções…? Não sendo visíveis, são deixados de lado, como se trouxessem menor impacto ou serem passíveis de um controle individual por simples vontade.

Levando-se em consideração os diversos distúrbios cognitivos, como memória e linguagem, e as demências que geram interferências para as atividades instrumentais e básicas da vida diária, como usar um telefone, aparelho de micro-ondas ou se vestir, há um estresse emocional maior que um estresse físico aos cuidadores. Isso mesmo! A sobrecarga para aquele que cuida impacta mais em sua mente do que em seu corpo. E o sofrimento, muitas vezes, infelizmente, é intenso. Em pesquisa mundial realizada no ano de 2019, 75% dos cuidadores disseram: “Estou frequentemente estressado entre a tarefa de cuidar e realizar demais responsabilidades”, mesmo expressando bons sentimentos sobre o seu papel. E 50% dos cuidadores disseram que sua saúde sofria como resultado de suas responsabilidades de cuidar. Mais do que 60% dos cuidadores de pacientes com demência informaram que suas vidas sociais foram prejudicadas como resultado desse empenho e dedicação no ato de cuidar. Obviamente que não estamos fazendo o suficiente para os prestadores de cuidados, essa é a conclusão.

Não devemos fazer como muitas pessoas fazem, por falta de informação e educação com relação ao assunto, ou, infelizmente, consciente descaso e negligência. Nossa função, como membros de uma sociedade que envelhece, é divulgar e agir para revertermos esse desconhecimento. Quando agimos em conjunto, pessoas com diferentes faixas de idade, por diferentes causas e se referindo a inúmeras situações e doenças, teremos maior probabilidade de contribuirmos. Sendo assim, a ABRAz se solidariza com aqueles que sofrem, pacientes ou não, familiares, cuidadores, e se dedica a escrever e divulgar o tema para conhecimento de toda a população acreditando que a educação é sempre a solução.

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