A importância da fisioterapia para o paciente com Alzheimer

A fisioterapia é um trabalho essencial para o paciente em todas as fases da doença de Alzheimer. Quanto mais cedo for iniciada, mais precocemente poderemos proporcionar melhor qualidade de vida e dignidade ao idoso, preparando-o para o seu futuro. O desenvolvimento da doença sofre intensa influência dos cuidados com os aspectos funcionais e respiratórios do idoso, devendo, portanto, que seu encaminhamento ao fisioterapeuta se dê logo que se tenha o diagnóstico clínico. Isso porque, atuando em fases iniciais e explorando-se uma reserva cognitiva, são obtidos benefícios às fases que se seguem. Através de exercícios específicos com fisioterapia na doença de Alzheimer, também é possível evitar ou diminuir complicações e deformidades; manter ou melhorar as amplitudes de movimento; melhorar o equilíbrio prevenindo a ocorrência de quedas; prevenir danos motores; melhorar sua força muscular; treinar para a realização das atividades da vida diária, procurando prolongar a sua independência; e melhorar a sua qualidade de vida. Na fase mais avançada, inclusive, em que o idoso passa a maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é fundamental para minimizar as complicações da síndrome de imobilização, como os encurtamentos musculares e a perda da força muscular, o aparecimento de escaras, trombose e pneumonia. Por Isso, seguir o protocolo preventivo para manter os cuidados é facilitar para o cuidador o dia-a-dia evolutivo da doença. Sem tratamento fisioterapêutico, estas alterações podem contribuir para uma evolução acelerada e desastrosa da perda do controle motor do idoso com Alzheimer.

Claudia Gregório

Fisioterapeuta
Mestre em ciências da saúde pela FMABC
Especialista em fisioterapia gerontológica
Docência em gerontologia e em fisioterapia da saúde do idoso

Revisão jornalística:
Rebecca Melo DRT (1349/SE)

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