Terapia ocupacional no envelhecimento e declínio cognitivo

No envelhecimento é comum a percepção de mudanças na capacidade de se fazer algumas atividades. Às vezes, observamos que passa a ser necessário um tempo maior para a realização de tarefas, por exemplo, ou até mesmo um certo desinteresse. No entanto, essas dificuldades podem estar relacionadas a alguns diagnósticos associados à diminuição da capacidade cognitiva, tendo este impacto no desempenho das atividades do dia-a-dia. O terapeuta ocupacional (TO) é o profissional que irá auxiliar estes indivíduos a concluir todas as suas atividades diárias e a pensar nas tarefas que podem compor o cotidiano. Ele fará recomendações de equipamentos a serem utilizados e indicará mudanças, com base em suas habilidades, necessidades e objetivos particulares. O TO irá analisar suas habilidades emocionais, cognitivas e físicas no desempenho de cada tarefa e atividade. A partir disso, criará um programa de terapia com base nas suas necessidades e preferências. Outro aspecto importante é a análise do ambiente onde cada paciente realiza suas funções, e como todos estes aspectos podem estar auxiliando ou atrapalhando o desempenho de suas tarefas. Terapeutas ocupacionais são, portanto, profissionais de saúde que podem te ajudar sempre que você enfrentar uma dificuldade para realizar as suas atividades no dia-a-dia, mantendo suas ocupações em segurança. Patricia Buchain Terapeuta ocupacional, pesquisadora colaboradora do Programa Terceira Idade (PROTER) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP.

_Revisão e edição: Voluntária Rebecca Melo [Jornalista | DRT: 1349/SE]

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