Imunizações em tempos de COVID-19

A imunização é a segunda maior responsável pelo aumento da expectativa de vida, perdendo apenas para o saneamento básico. Inúmeras informações nos chegam, gerando incertezas quanto às melhores formas de nos proteger e aos nossos familiares. Imunizar idosos, particularmente os com demência, é de suma importância. Estes, por vezes têm dificuldade de realizar a própria higiene, e alguns têm o estado nutricional comprometido – o que piora a imunidade.

Ainda não existe vacina contra a COVID-19, mas devemos atentar para duas outras doenças respiratórias: a pneumonia pneumocócica (maior causa de internação em idosos, com muitos óbitos); e o vírus Influenza (cuja maior circulação ocorre durante o outono/inverno). Protegendo o idoso contra essas condições, evitamos internações e uma eventual concomitância com a COVID-19, que seria desastrosa.

Ambas são vacinas seguras, que causam – em poucas vezes – reações de vermelhidão e calor local, e/ou febre baixa. É um quadro com reversão espontânea em torno de dois dias. Na campanha, aproveita-se para checar a situação vacinal e planejar as demais também indicadas. Não devem ser vacinados aqueles idosos com quadro gripal ou febre. Eles devem permanecer afastados por 14 dias e, somente quando estiverem melhores, devem se imunizar.

Durante a campanha de vacinação, deve-se também evitar as aglomerações, manter dois metros de distância de outras pessoas; preferir opções de acesso em drive thru, por agendamento prévio ou ao ar livre. Proteger o idoso é sempre a melhor opção.

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Celene Pinheiro

Médica geriatra; Diretora de divulgação da ABRAz Regional São Paulo;

Revisão jornalística:
Voluntária Rebecca Melo DRT (1349/SE)

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