Imunossenescência: o processo que torna idosos alvos da COVID-19

O betacoronavírus SARS-CoV-2, responsável pela pandemia de COVID-19, achou um alvo mais vulnerável – os idosos – e colocou o envelhecimento em evidência nesta pandemia, pois mostrou que as taxas de infecção, gravidade e mortalidade são mais elevadas na população acima de 60 anos.

O envelhecimento leva à diminuição dos três maiores sistemas de comunicação do corpo: o imune, o endócrino e o nervoso. A função imune mais frágil torna os idosos suscetíveis às infecções. Esse processo, que envolve as alterações no sistema imunológico, é chamado de imunossenescência.

A imunossenescência leva à diminuição de células de defesa, destacando os chamados Linfócitos-T; associada à atrofia do Timo, um órgão de grande importância para o sistema imunológico. A senescência, processo de envelhecimento fisiológico normal, encontra vários desafios, dentre os quais estão as doenças crônicas.

Dados do Ministério da Saúde apontam que 39,5% dos idosos possuem alguma doença crônica, como Hipertensão, Diabetes, Doenças Respiratórias e Renais; e auto imunes – estas tornam os idosos mais suscetíveis à Covid-19, principalmente os idosos frágeis [aqueles com maior dependência em suas atividades diárias].

Enquanto não surge a vacina para a Covid-19, devemos estimular hábitos saudáveis, vacinação e cuidados na etiqueta social e isolamento de contato com os nossos idosos.

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Dr. Jean Pierre de Alencar

[CRM 93616]
Médico especialista em Geriatria pela SBGG [Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia].
Presidente da ABRAz – [Associação Brasileira de Alzheimer] Regional São Paulo.

Revisão jornalística:
Voluntária Rebecca Melo DRT (1349/SE)

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