Confinamento e saúde mental no idoso

A pandemia do novo coronavírus se espalhou pelo mundo e nos colocou em uma conjuntura incomum: o isolamento social. Toda essa situação de risco de vida e de confinamento pode afetar a saúde mental das pessoas. Fatores desconhecidos e incertos fazem com que todos se sintam inseguros, principalmente em casos como esse, de impacto mundial.
O confinamento é, portanto, um desafio emocional e que nos testa a capacidade de nos mantermos firmes por nós mesmos e pelas pessoas que amamos. Nesse aspecto, a população idosa é a que mais deve ser protegida, devido a sua condição de risco, tanto biológico, em relação às consequências pela ação do COVID-19, como pela condição emocional, situação ainda mais delicada. Os maiores riscos são o deterioro cognitivo, piorando quadros demenciais, e a presença de sintomas ansiosos e depressivos. Como muitos idosos moram sozinhos e não podem ter contato, é vital manter a rotina familiar e se fazer presente. É importante também ter uma postura aberta para mudanças, com afeto e solidariedade.
O isolamento é social, mas não tem que ser emocional. Ele pode possibilitar a aproximação afetiva entre gerações. É possível se conectar, compartilhar seu dia e suas experiências, falar mais com as pessoas. Podemos estar isolados em casa, mas continuamos rodeados de pessoas na mesma situação. Essa pode ser uma oportunidade de estreitar vínculos, até então enfraquecidos, e empoderar o diálogo.

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Dr. Francisco Pascoal Jr.

Psiquiatra, mestre, doutor, professor de psiquiatria e diretor científico da ABRAz – Regional Rio Grande do Sul.

Revisão jornalística:
Voluntária Rebecca Melo DRT (1349/SE)

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