A importância do combate ao Ageismo em tempos de pandemia

Ageismo, idadismo ou etarismo são denominações dadas à discriminação que sofrem as pessoas por questão de idade, que se agiganta especialmente entre os idosos. E se traduz na forma de desrespeito, deboche e impaciência, constantes no seu cotidiano.

Os mitos sobre os idosos são muitos: que perdem capacidades, que não podem aprender, que não são pessoas produtivas, que têm pior caráter, que não tem desejo sexual, dentre outros.

À medida que o coronavírus continua a se espalhar, a pandemia expõe o idadismo e a discriminação por idade em toda a sociedade, banalizando a morte dos mais velhos. No momento, estamos enfrentando uma fase crítica, em que corremos o risco de solidificar estereótipos de idosos como vulneráveis, reforçando a discriminação por idade como algo comum e aceitável.

Além da situação dramática de se verem preteridos na disputa por leitos hospitalares ou vagas nas UTIs, também estamos vendo uma aceleração da saída dos mais velhos do mercado de trabalho, como a decisão de pessoas já aposentadas de deixar um trabalho informal para ficar em casa ou a opção dos empregadores por funcionários mais jovens (e menos vulneráveis à doença).

Os direitos e a dignidade dos idosos devem ser protegidos e garantidos por todos e para todos. Que a resiliência, esta sim, bem inestimável construído por eles ao longo de anos, continue ajudando-os a enfrentar a pandemia.

É preciso coragem, desprendimento e atitude para exibir rugas e demais sinais de uma vida iniciada há muitas décadas numa sociedade que ainda procura incessantemente por terapias antienvelhecimento. Sejamos nós os que mostram que a sabedoria dos idosos é a fonte de importantes reflexões em todas as civilizações, mantendo-os integrados e engajados nas suas comunidades e promovendo a solidariedade intergeracional.

O preconceito, sim, é quem merece caducar.

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Berenice M. Werle

Cremers 23450
Vice-Presidente da SBGG-RS, membro da diretoria da ABRAz-RS, Diretora do Instituto Moriguchi.

Revisão jornalística:
Voluntária Rebecca Melo DRT (1349/SE)

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