Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros

Uma pesquisa do Datafolha encomendada pela farmacêutica Eli Lilly aponta que o Alzheimer é a segunda doença que os brasileiros mais temem que atinja alguém próximo. O estudo mostra que o temor pelo diagnóstico em parentes ou amigos só fica atrás do câncer superando condições como Parkinson e Aids. Os dados revelam ainda que quatro em cada dez brasileiros afirmam conhecer alguém que convive com a patologia.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas em todo o Brasil. Quando questionados sobre qual diagnóstico mais temiam para uma pessoa próxima entre as opções apresentadas, 75% dos entrevistados indicaram o câncer. O Alzheimer foi citado por 13% dos participantes como o maior temor, seguido pela Aids com 9% e o Parkinson com 1%.

Para a Dra. Celene Pinheiro que é geriatra e presidente da ABRAz esse sentimento de medo está fortemente ligado ao desconhecimento sobre a condição. Ela explica que o estigma acaba afastando as pessoas da busca por diagnóstico e tratamento adequado. A Dra. Celene Pinheiro afirma que o medo faz com que muitos evitem procurar ajuda e ressalta que ainda existe a ideia falsa de que a demência é algo natural do envelhecimento. A especialista reforça que qualquer mudança cognitiva deve ser sempre investigada.

A Dra. Cláudia Suemoto, que é professora da USP, destaca que o Alzheimer aparece como uma preocupação relevante mesmo entre grupos mais jovens. Com o envelhecimento da população brasileira o convívio com pessoas diagnosticadas tem se tornado mais comum. A pesquisa indica que 41% dos entrevistados já tiveram contato próximo com alguém que recebeu o diagnóstico de Alzheimer.

Embora quase a totalidade dos entrevistados concorde sobre a importância de buscar auxílio médico aos primeiros sinais, a realidade prática apresenta atrasos. Cerca de 60% dos participantes reconhecem que existe um intervalo longo entre os primeiros lapsos de memória e a consulta com um especialista. A maioria dos entrevistados acredita que a ajuda só é buscada quando os sintomas já atingiram um estágio de maior gravidade.

Este conteúdo foi baseado em uma matéria publicada pela Folha de São Paulo. Acesse a matéria original aqui. Ressaltamos que este é um conteúdo exclusivo para assinantes.